terça-feira, 30 de setembro de 2014

Veja como pagar suas contas durante a greve dos bancários

É possível fazer transações em caixas eletrônicos, internet e telefone.
Fenaban divulgou orientações para clientes dos bancos.


Do G1, em São Paulo
Mais da metade das agências do estado aderiram a paralisação (Foto: Ana Kézia Gomes/G1)Paralisação tem duração indeterminada (Foto: Ana Kézia Gomes/G1)
Os bancários de bancos públicos e privados decidiram entrar em greve a partir desta terça (30), por tempo indeterminado. Sindicatos de todos os estados confirmaram adesão à greve, além do Distrito Federal. Nesta manhã, agências amanheceram com adesivos colados nos vidros, indicando a paralisação.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),bancários fecharam nesta terça pelo menos 6.572 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, além de melhorias nas condições de trabalho e outras reivindicações.
Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) "ressalta que o consumidor dispõe de vários canais para a realização de transações financeiras, tais como internet, o banco por telefone, o aplicativo do banco no celular. Há também os caixas eletrônicos e rede 24 horas, que ficam disponíveis em supermercados, aeroportos, shoppings, lojas comerciais e centros comerciais, além dos correspondentes, que estão espalhados por todo o Brasil".

Veja abaixo as opções para realizar operações bancárias, como transferêcias e pagamentos, durante a paralisação nas agências bancárias:
1. Caixas eletrônicos
Segundo a Fenaban, existem cerca de 166 mil caixas eletrônicos no país. Por esses aparelhos, é possível pagar contas não vencidas, agendar pagamentos e DOC, pagar faturas de cartão de crédito, fazer saques, retirar folhas de cheque, fazer depósitos em dinheiro ou cheque, consultar saldo e extrato, realizar transferências entre contas e sacar benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, FGTS etc.) Também é possível realizar bloqueio de cartão, empréstimo pessoal (CDC), resgate de investimento e solicitação de débito automático.

2. Supermercados, lotéricas e postos dos Correios
Os correspondentes são estabelecimentos em que é possível realizar operações bancárias, que podem ser supermercados, casas lotéricas e postos dos Correios. Segundo a Fenaban, há unidades em todas as regiões do país. Nesses locais, é possível fazer o pagamento de contas de água, luz e telefone, tributos municipais e estaduais, boletos e carnês, além de INSS / GPS, FGTS-GRF / GRRF / GRDE (com código de barras) e Contribuição sindical (em dinheiro).

Também é possível sacar dinheiro e benefícios (Bolsa família, INSS; FGTS, seguro desemprego, PIS – limitado à R$ 1 mil ou três transações diárias). Há também a opção de depositar em conta corrente ou conta poupança, também com limite de R$ 1 mil ou três transações diárias.

Nos estabelecimentos correspondentes também há serviços de consulta de saldos e extratos, entrega de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados, pensionistas do INSS, empregados de empresas conveniadas e recarga de celular pré-pago.

3. Internet
Por esse canal, é possível realizar consultas e fazer pagamentos de Débito Direto Autorizado (DDA), agendamento de pagamento de contas (água, luz, telefone e gás), boleto de cobrança, DARF, Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), GFIP – FGTS, GPS – INSS, IPVA, DPVAT, IPTU/ISS, GRCS, ISS, licenciamento de veículos e recarga de celular. Também é possível fazer transferências entre outros bancos, TED e DOC, além de outros serviços como: solicitação e desbloqueio de talão de cheques, solicitação, consulta e cancelamento de débito automático, empréstimos e outros.

4. Aplicativos de bancos para celular
As funções dependem do aplicativo fornecido por cada banco. Por este canal, geralmente, é possível consultar saldos e extratos e pagar contas e boletos em geral com o código de barras. Também se pode realizar transferências bancárias por meio de TED e DOC e fazer transações por meio do home broker (compra e venda de ações). Há ainda serviço de recargas de celulares pré-pagos, entre outros.

5. Banco por telefone
Todos os bancos oferecem um serviço telefônico para que o cliente tire dúvidas sobre serviços e realize transações financeiras, segundo a Fenaban. Por telefone, é possível fazer pagamentos de boleto a vencer da mesma instituição e de outras, pagamento de conta de consumo (água, luz, telefone, gás) e pagamento de imposto e taxas. Também se pode realizar consultas de saldo, fatura do cartão de crédito, entre outros.

Juazeiro do Norte-CE: Bancários da Região aderem à greve nacional dos bancos

Robson Roque
Bancos estão paralisados a partir desta terça-feira (Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
A partir desta terça-feira e por tempo indeterminado, bancários da Região do Cariri estarão em greve. O movimento já havia sido anunciado na semana passada e foi deflagrado na manhã desta terça. As principais cobranças da categoria se baseiam entre reajustes salariais à gratificações.

“Foi-nos apresentada uma proposta insignificante que não merecia nem ter sido ouvida. Antes não tivéssemos escutado eles. Essa última proposta do sábado foi de apenas 0,35% e a categoria não aceitou”, explicou Cicero Alves que faz parte do Sindicato dos bancários do Cariri.

Sindicatos dos bancários estiveram reunidos em assembleias nesta segunda-feira e entraram em concordância com outras reuniões que decidiram por rejeitar proposta apresentada no sábado pena Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que elevava os índices de reajuste de 7% para 7,35%.

"Além de o índice de reajuste não atender a expectativa dos bancários, a proposta não contempla as reivindicações não econômicas, que para nós são imprescindíveis, como garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades. Queremos mais dos bancos, que têm aqui a mais alta rentabilidade de todo o sistema financeiro internacional", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Funcionários de bancos privados também sinalizam em aderir à greve. “Ao longo dos anos a gente tem observado que os bancos privados têm tudo a consciência de aderir, aos poucos. Nas assembleias realizadas um bom número de pessoas tem confirmado que vão participar”, acrescenta Cícero. 

Nos próximos dias o movimento grevista deverá organizar manifestações pelas ruas das cidades. Já nesta quarta-feira (1) poderá ocorrer uma passeata junto com professores de universidades da Região.

 
Bancos estão paralisados a partir desta terça-feira (Foto: Cicero Valério/ Agência Miséria)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Inscrições para Processo Seletivo 2014.2 da URCA são iniciadas


As inscrições para o Vestibular 2015.1 da Universidade Regional do Cariri (URCA) estão abertas desde às 8h00 desta quinta-feira (25). O período para inscrição o certame termina às 23h59 de 20 de outubro.

As provas, por sua vez, estão agendadas para 6 e 7 de dezembro. No dia cinco de novembro a universidade divulgará a concorrência para cada curso baseado no número de vagas e inscrições realizadas.

Os inscritos poderão efetuar alterações até o dia 27 de outubro, como mudança do curso e das opções de língua estrangeira e local de provas. Após este prazo, nenhuma alteração poderá ser efetuada.
 

Calendário de provas (13h00 às 17h10):06/12/2014 (Sábado) – Física, Matemática, Química e História.
 
07/12/2014 (Domingo) – Biologia, Geografia, Língua Portuguesa, Literaturas Brasileira e Portuguesa, Língua estrangeira e Redação.

 

domingo, 14 de setembro de 2014

Crato-CE: Romaria do Caldeirão reunirá até 3 mil fiéis

Elizângela Santos
Ato religioso acontece há 15 anos, no entorno do cruzeiro construído pela comunidade, fortalecendo a atuação dos movimentos sociais e das pastorais da Diocese. (Foto: Elizângela Santos)
Mais de 3 mil pessoas deverão participar no próximo dia 21, da 15ª Romaria do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, no município do Crato. O evento anual reúne caravanas de cidades da região e outras partes do Estado, para reverenciar a memória do beato José Lourenço e das vítimas do Caldeirão, além de fortalecer a atuação dos movimentos sociais e das pastorais da Diocese. Este ano, o evento comemora o Jubileu Diocesano, dos 100 anos de criação da Diocese do Crato.

O evento será iniciado a partir das 7h30, com missa presidida pelo bispo diocesano Dom Fernando Panico, às 8 horas, além de contar com apresentações de grupos de tradição. Distante cerca de 32 quilômetros da sede do Crato, todos os anos, os fiéis católicos e as pessoas interessadas em conhecer um pouco mais da história do local, se deslocam pela estrada de terra até onde se estabeleceu uma das experiências comunitárias mais exitosas já realizadas no Nordeste, além de Canudos. As vítimas do Caldeirão, conforme relatos históricos, mortas pelas milícias do governo, nos anos 30, são lembradas com as homenagens. O sítio fica entre os distritos de Santa Fé e Dom Quintino.

Sintonia

Neste ano, o tema central da reflexão será "Preservando a Vida e a Cultura nas Comunidades". O padre Vilecy Basílio Vidal, coordenador do evento, afirma que a romaria fará parte do encerramento da semana do EcoCaldeirão, que será realizada desde de 15 a 21 de setembro, com palestras nas comunidades, além de um amplo debate nas escolas e meios de comunicação. Ele destaca que o evento, no domingo, será iniciado com a acolhida dos romeiros. "Essa semana está sintonizada, além do jubileu diocesano, com as comunidades de base, pastorais e os movimentos sociais", ressalta.

O pároco afirma que todo um trabalho é feito antes mesmo de realizar a romaria. Os participantes são orientados a levar água e alimento para partilharem. Segundo ele, das 55 paróquias da diocese, pelo menos 20 deverão estar representadas. Nesses 15 anos de realização, a romaria já é considerada uma das mais importantes expressões de fé do município do Crato.

Vários projetos já foram pensados para o resgate e a preservação da memória do Caldeirão, além de ampliar o turismo em Crato. Mesmo não obtendo êxito, até o momento, a aposta é ceder o espaço em regime de comodato para a Universidade Federal do Cariri (UFCA), pela prefeitura do Crato. O debate nesse sentido deverá ser fortalecido, com a aprovação e projeto na câmara municipal. Segundo a Secretaria de Cultura do Crato, Dane de Jade, essa proposta irá possibilitar a pesquisa e a extensão, com condições favoráveis para divulgar mais ainda a história do Caldeirão.

A secretária esteve durante a semana em Fortaleza, no intuito de realizar parceria com o Museu do Ceará e levar à romaria para exposição, objetos que pertenceram ao beato José Lourenço, fundador e líder da comunidade. Dane destaca a importância do Caldeirão não apenas para o Ceará. "O Caldeirão é uma das marcas históricas do Ceará e do País", afirma.

Semelhança

Ela ressalta que, guardando as devidas proporções, a experiência vivenciada no Caldeirão da Santa Cruz do Deserto se assemelha ao que ocorreu em Canudos, liderada pelo beato Antônio Conselheiro. "Um exemplo de trabalho e fé, na primeira ecovila do Brasil, onde o lema era: ´aqui é de todos, e nada é de ninguém", completa.

O caminho que leva à Santa Cruz do Deserto é uma forma de reavivar na memória umas das pessoas experiências exitosas em comunidade rural, que terminou em tragédia e o sumiço de centenas de pessoas. Oficialmente cerca de 400 pessoas foram assassinadas. Extraoficial, mais de mil, com os ataques aéreos. A Chapada do Araripe viveu o dia tenebroso do questionável massacre do Caldeirão, inclusive por militares da época, do primeiro bombardeio aéreo do Brasil. O ataque partiu do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Estado do Ceará.

Festa católica se encerra na 2ª feira

Juazeiro do Norte. Mais de 80 mil pessoas deverão estar nas ruas deste município, durante a tarde desta segunda-feira, para o encerramento dos festejos alusivos à Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade, com uma grande procissão, às 17 horas. A festa foi iniciada no último dia 31 de agosto, com uma carreata pelas principais ruas da cidade. Na tarde de hoje, será a vez dos romeiros agradeceram à "Mãe das Dores" à recepção dos juazeirenses aos fiéis da santa. Por volta das 15 horas, os paus-de-arara, ônibus e carros de passeio saem em carreata, desde a entrada da cidade, na avenida Leão Sampaio, finalizando o percurso na Basílica de Nossa Senhora das Dores.

Mesmo a festa sendo iniciada há 15 dias, a movimentação passou a se intensificar apenas no último dia 10, com a abertura oficial da Romaria da Mãe das Dores. A estimativa da Secretaria de Cultura e Romaria é de mais de 400 mil romeiros, desde o começo da festa, estejam circulando pela cidade. A secretária Marly Bezerra afirma que neste ano, o processo de organização teve uma pequena mudança, principalmente relacionada ao setor de informações destinada aos visitantes.

A segurança deste ano foi reforçada novamente, principalmente nos locais de maior aglomeração de pessoas. São mais de 200 homens, da Polícia Militar, Guarda Municipal, Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), incluindo 80 que vieram reforçar o contingente, uma das grandes preocupações está voltada para minimizar a quantidade principalmente, dos pequenos assaltos.

De acordo com o pároco da Basílica, Joaquim Cláudio, por esse ano ser de eleições, normalmente comparece maior quantidade de romeiros. Muitos transportes acabam sendo financiados por candidatos. Ele afirma que com o ano político, há uma tendência de flexibilizarem a passagem dos veículos nos postos rodoviários. "Essa realidade não se manterá para as outras romarias e estamos realizando um trabalho no intuito de minimizar as apreensões dos romeiros", diz ele, mas atendendo os critérios necessários.

A orientação é que carros de campanha respeitem o momento da festa segundo o padre Joaquim, mas ele ressalta que infelizmente há as pessoas que acabam cometendo abusos.

Este ano, a programação contará com o lançamento do site institucional do Santuário. O novo meio de comunicação tem por finalidade contribuir na evangelização e informação aos milhares de fiéis e peregrinos que, anualmente, realizam romarias ao município. Durante a romaria, a segunda maior do ano, em Juazeiro do Norte, é aberto o calendário das grandes romarias. Em menos de dois meses, começa a maior delas, que acontece de 29 de outubro a 2 de novembro, do Dia de Finados.

A romaria da "Mãe das Dores" se caracteriza por ter um grande número de Alagoanos e Pernambucanos, mas há a presença de pessoas de vários estados brasileiros, principalmente da região Nordeste.

Mais informações:

Prefeitura Municipal
Secretaria de Cultura do Crato
Centro Cultural do Araripe, S/N
Crato - CE
Telefone: (88) 3523.2365

Fonte: Diário do Nordeste

domingo, 7 de setembro de 2014

MEC seleciona 39 municípios que poderão receber cursos de medicina

Governo pretende criar 11,5 mil novas vagas do curso superior até 2017.
Municípios têm mais de 70 mil habitantes e ainda não oferecem medicina.



Lucas SalomãoDo G1, em Brasília
Com o objetivo de criar 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina até 2017, os ministérios da Educação e da Saúde anunciaram nesta quinta-feira (4) que selecionaram 39 municípios aptos a receber novas faculdades do curso superior. As cidades escolhidas têm 70 mil habitantes ou mais e não ofereciam a formação médica.
De acordo com o Ministério da Saúde, a intenção do governo é dar atenção às necessidades da população e à infraestrutura dos serviços. A pasta informou que deu priorizou localidades com escassez de médicos.
Os 39 municípios escolhidos para sediar novas faculdades de medicina estão distribuídas em 11 estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Além dos municípios apontados pelo Executivo federal, outros sete - Crato (BA), Bacabal (MA), Ananindeua (PA), Itaboraí (RJ), Assis (SP), Indaiatuba (SP) e Pindamonhangaba (SP) - terão seis meses para promover adequações recomendadas pelo MEC para também poderem sediar o curso.
Uma comissão de especialistas dos dois ministérios vistoriou 205 cidades que se habilitaram para receber faculdades de medicina. Segundo o Ministério da Educação, os 39 pré-selecionados atendem, entre outros, a pré-requisitos de infraestrutura, importância da cidade em relação aos municípios vizinhos e condições de receber novos alunos.
Dados de julho divulgados pelo governo apontam que, atualmente, há no Brasil 21.674 vagas de medicina.
O ministro da Educação, Henrique Paim, disse que ainda não há prazo para que os cursos sejam oferecidos à população, já que, apesar dos municípios terem sido selecionados, as instituições de ensino ainda não estão definidas.
"Nossa preocupação, primeiro, é a qualidade. Vamos dar um prazo para que elas [as faculdades interessadas] apresentem seus projetos. Esse ano ainda queremos aprovar a seleção destas instituições. Automaticamente, elas terão as vagas autorizadas este ano. [...] Esse processo vai até 2017. A criação de um curso de medicina requer um grande investimento", afirmou Paim.
Mais Médicos
Nesta quinta, o Ministério da Saúde também divulgou pesquisa encomendada pela própria pasta, executada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Política e Econômicas (Ipespe), que revela as impressões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com o programa Mais Médicos. A iniciativa federal disponibiliza médicos brasileiros e estrangeiros a municípios da periferias de grandes centros urbanos e do interior do país para atuar no primeiro atendimento médico.
Segundo o ministério, a UFMG e o Ipespe ouviram, entre os dias 4 de junho e 6 de julho, 4 mil pessoas que foram atendidas por médicos do programa. Ainda de acordo com a pasta, o estudo apontou que 86% dos entrevistados consideram que a qualidade do atendimento melhorou após a chegada dos profissionais contratados pelo Mais Médicos.
Para 58% das pessoas ouvidas, os pontos fortes do programa são a ampliação do atendimento e o aumento no número de consultas. Outro ponto destacado foi a presença de profissionais diariamente nas unidades básicas de saúde (33%).
O estudo revela ainda que 74% dos entrevistados disseram acreditar que o Mais Médicos está melhor do que o esperado. Apenas 2%, segundo a pesquisa, consideram que o programa está pior do que o anunciado pelo governo.
De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, atualmente o programa conta com 14.462 profissionais em 3.785 municípios e em 34 distritos indígenas. O atendimento, segundo Chioro, foi expandido a 50 milhões de brasileiros em um ano.
"Todos aqueles [números] levantados contra o Mais Médicos, todos eles, um a um, foram destruídos. Primeiro, que faltava médico no Brasil. Segundo, que esses médicos que vieram trabalhar não tinham qualidade", afirmou o titular da Saúde.
"O outro mito era o de que nós não teríamos uma ampla estrutura para garantir as condições de trabalho, que a língua seria um empecilho. E, por último, de que era um programa meramente pontual. O programa demonstrou de fato que entra estruturalmente para mudar a situação no país", completou.
Pesquisa Datafolha
Em agosto, pesquisa feita pelo instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), revelou que 93% dos eleitores brasileiros avaliam os serviços público e privado de saúde como péssimos, ruins ou regulares. Entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 87% dos entrevistados declararam insatisfação com os serviços oferecidos.
O Datafolha ouviu 2.418 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 3 e 10 de junho deste ano. A pesquisa foi realizada em 200 municípios de todas as regiões do país.
À época, o Ministério da Saúde divulgou nota na qual afirmava que o levantamento "reitera desafios importantes", mas também "aponta avanços" do sistema público de saúde, e lamentou "a interpretação tendenciosa e parcial dos dados e o esforço do CFM na tentativa de desconstrução do SUS".

Ideb da rede pública tem 60,4% dos municípios abaixo da meta no 9º ano

Em 2011, este índice era de 37,5% dos municípios na rede pública.
Ideb melhorou em 56% das cidades, mas nota ficou abaixo do esperado.

Ana Carolina Moreno, Paulo Guilherme e Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
Municípios e a evolução da meta
Desde 2009, nº de municípios que consegue atingir a meta do Ideb na rede pública tem sido cada vez menor
edições do Idebnº de municípios39,660,462,537,576,223,8Ideb 2013 nameta ou acima(%)abaixo da meta(%).Ideb 2011 nameta ou acima(%)abaixo da meta(%).Ideb 2009 nameta ou acima(%)abaixo da meta(%)010050
Fonte: Inep/MEC
O novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostra que a rede de escolas públicas do Brasil têm cada vez mais dificuldade de atingir as metas de qualidade educacional determinadas pelo governo. Embora 56% das cidades tenham melhorado a nota do Ideb em relação  à edição anterior, 60,4% dos municípios ficaram abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Educação para cada um deles para a rede pública, que inclui as escolas municipais, estaduais e federais (veja no gráfico ao lado).
Segundo levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3.244 dos 5.369 municípios com Ideb e meta calculados para 2013 ficaram aquém do esperado. Esse montante é 22,9 pontos percentuais mais alto do que na edição de 2011, quando a rede pública de 37,5% dos municípios ficou abaixo da meta.
Em relação a 2009, a quantidade de municípios abaixo da meta aumentou 36,6 pontos percentuais. Os números equivalem à média das escolas municipais, estaduais e federais localizadas em cada municípios. A base total para o cálculo varia de ano a ano porque nem todos os municípios têm o Ideb calculado em todas as edições.
O fato de que quase dois terços dos municípios não terem atingido a meta em 2013 não quer dizer que o Ideb deles piorou: na verdade, em 56% dos municípios o Ideb 2013 foi mais alto que o de 2011. Em 10% dos casos, o índice permaneceu igual e, em 34%, ele caiu.
O levantamento mostra, porém, que as redes não estão evoluindo no ritmo esperado para que o Brasil atinja, em 2021, a meta de qualidade na educação definida pelo governo federal a partir de 2007, no segundo ano do cálculo do Ideb.
 Impacto reduzido
Em entrevista coletiva na tarde desta sexta, o ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que a expectativa era de que a melhoria dos anos iniciais do ensino fundamental impactariam positivamente nos anos finais e no ensino médio. "A partir da melhoria dos anos iniciais do ensino fundamental, teríamos uma onda e uma alteração importante nos anos finais e no ensino médio. O que estamos vendo é que essa onda acaba chegando, mas não no ritmo necessário, o impacto dessa onda é mais reduzido", explicou ele.
Segundo o ministro, parte das razões para o resultado aquém do esperado nos anos finais do fundamental e no ensino médio está na complexidade da gestão das escolas desse nível, que são maiores e têm mais professores, sendo que muitos dão aulas em mais de uma escola.
O Ideb leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil. A expectativa para os últimos anos do ensino fundamental na rede pública, referentes ao 6º, 7º, 8º e 9º anos, é de que o índice chegue a 5,2 pontos no ano de 2021. Em 2013, o Ideb alcançado pela rede pública neste ciclo de ensino foi 4,0, abaixo da meta projetada para o ano de 4,1.
 
'Choque de realidade'
Para Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, os números do Ideb 2013 devem servir como um "choque de realidade", e provocar uma reflexão sobre o impacto das ações e mudanças estruturais no sistema educacional que deixaram de ser feitas nos anos anteriores. "Uma hora a meta ia subir e a gente tinha que estar preparado", afirmou ele ao G1. "Os avanços já se mostravam pequenos em 2011, mas com o não cumprimento da meta para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio temos agora o choque de realidade."
Faria explica que a curva da meta do Ideb pressupõe que, no início, é mais difícil conseguir uma evolução nos resultados, mas a execução de "ações estruturantes" é chave para que o desempenho melhore com o passar dos anos. "A gente vai conseguir subir de forma mais rápida se no início faz ações estruturantes. A gente fez poucas e está sentindo agora."
Ele citou como exemplo positivo a rede estadual de Goiás, que elaborou um pacto com 25 estratégias, incluindo a realização de concursos anuais de contratação e remuneração acima do piso nacional e da média estadual para professores, além de premiação por mérito de professores e alunos, investimento no ensino em tempo integral e na reformulação do currículo do ensino médio. Em dois anos, a rede melhorou o Ideb em todos os níveis: nos anos finais do fundamental, o índice subiu de 3,9 para 4,5, o maior crescimento nesse nível de ensino em todas as UFs. "O bom resultado de Goiás a partir desse pacto mostra que é importante investir em mudanças estruturais", disse ele.
A gente está vendo no Brasil, na prática, que simplesmente colocar o aluno na escola não garante aprendizagem"
Denis Mizne,
diretor executivo da Fundação Lemann
Mito derrubado
Para Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, o índice divulgado nesta sexta serve para desfazer o mito de que bastava universalizar o ensino e colocar as crianças na sala de aula. "A gente está vendo no Brasil, na prática, que simplesmente colocar o aluno na escola não garante aprendizagem. Então, uma geração toda passou 12 anos na escola e vai chegar [no fim] com um rendimento muito baixo."
O gerente de conteúdo do movimento Todos pela Educação, Ricardo Falzetta, diz que os resultados do Ideb 2013 não surpreendem. Eles considera que os anos finais do ensino fundamental (do 8º e 9º ano) é uma etapa esquecida. "Acreditou-se que ao resolver os problemas do início [dos anos iniciais do ensino fundamental, onde houve avanço] melhoraria o resto, mas é preciso um olhar específico para os anos finais do fundamental. É uma mudança importante na vida da criançada que está entrando na pré-adolescência." O gerente lembra que nesta fase já ocorre a evasão, muitas vezes provocada pela reprovação, o que se agrava no nível seguinte, o ensino médio.
"Não há solução mágica, mas é necessário entender que a educação exige um cenário com muitas variáveis: formação de professores, valorização do magistério, a questão das novas tecnologias. Várias frentes precisam ser atacadas ao mesmo tempo, é preciso esquecer essa história de 'bala de prata'."
Mizne lembra que, no Brasil, os governos, as organizações da sociedade civil e o setor privado têm debatido e trabalhado muito para melhorar a qualidade da educação, mas há pouco foco para tirar do papel as medidas essenciais de aprendizagem para que esse trabalho seja traduzido em resultados positivos. "É mais fácil ficar discutindo quanto do PIB se quer gastar em educação do que quais são as práticas de professores que melhoram o ensino, ou como a gente aumenta a qualidade dos materiais que chegam nas mãos dos alunos. Falta um objetivo claro: o que a gente espera dos alunos? O que quer que eles aprendam? A gente ainda não fez isso no Brasil", explicou ele.
Mizne diz que a Base Nacional Comum, proposta de definição dos conteúdos de aprendizado esperados incluída no Plano Nacional da Educação, é um passo na direção desse foco, mas é preciso que ela seja feita com clareza, incluindo professores e pais.
Ernesto Martins Faria explica que os resultados negativos de 2013 não podem ser um indicativo de que o Ideb está errado. "O que esperamos é que não culpemos o termômetro (a ambição das metas) e que façamos a reflexão sobre as mudanças estruturais que precisamos, como a Base Nacional Comum."
Segundo o ministro Henrique Paim, o PNE determinar que o MEC tenha o papel de coordenador da construção dos direitos e objetivos de aprendizagem. "O MEC terá que definir a Base Nacional Comum, temos que criar um fórum onde os estados e municípios, com a União, vão definir como serão os trabalhos dessa base."

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Salário mínimo previsto para 2015 será de R$ 788,06, diz ministra

Valor consta no projeto da Lei Orçamentária entregue pelo governo.
Ministra do Planejamento levou o projeto ao presidente do Senado.

Salário mínimo previsto para 2015 será de R$ 788,06, diz ministra

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília
A ministra Miriam Belchior entrega ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o projeto de lei orçamentária (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)A ministra Miriam Belchior entrega ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o projeto de lei orçamentária (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)
A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira (28) que o Projeto de Lei Orçamentária elaborado pelo governo prevê salário mínimo de R$ 788,06 a partir de 1º de janeiro de 2015. O valor representa um reajuste de 8,8% em relação aos atuais R$ 724.
Belchior fez o anúncio após entregar o projeto da Lei Orçamentária ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Depois de ser entregue ao Congresso, o projeto passa pela análise da Câmara e do Senado e pode sofrer alterações antes de ser aprovado.
Segundo a assessoria da ministra, o impacto do aumento do salário mínimo nas contas públicas, com o pagamento de benefícios, será de R$ 22 bilhões em 2015.
O valor do salário mínimo é calculado com base no percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a reposição da inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
“O salário mínimo previsto no Orçamento para 2015, a partir de janeiro de 2015, será de R$ 788,06. É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo”, disse a ministra do Planejamento ao deixar o gabinete do presidente do Senado. O valor é superior à previsão inicial, de R$ 779,79, divulgada em abril passado.
A auxiliar da presidente Dilma Rousseff disse que as “grandes prioridades” do projeto são as áreas de saúde, educação, combate à pobreza e infraestrutura. O prazo para que o Executivo envie sua previsão de como vai arrecadar e gastar os recursos públicos termina sempre no dia 31 de agosto, conforme determina a lei.
Tramitação no Congresso
A ministra Miriam Belchior pediu ao presidente do Senado uma “análise rápida” da proposta na Casa, de modo que seja aprovada até o final do ano, prazo que não precisa ser cumprido obrigatoriamente pelo Congresso Nacional. Ainda assim, Renan Calheiros confirmou que o parlamento deverá votar o Orçamento até o final do ano, apesar de o Legislativo estar em recesso branco devido ao período eleitoral.
"Esse é o desafio, votar o Orçamento até o final do ano. Vamos certamente ter um ano mais difícil em 2015 e é fundamental que tenhamos orçamento com começo, meio e fim, exequível, para que o país possa retomar a confiança. Vamos ter que otimizar o período que vai do final da eleição até o recesso do final do ano. Mas nós temos que entregar o Orçamento, esse é o dever fundamental do Legislativo", declarou o senador do PMDB após o encontro com a ministra do Planejamento.
“Coloquei toda a equipe do Ministério do Planejamento à disposição do Congresso Nacional para os esclarecimentos necessários, para que o Congresso possa fazer uma análise rápida do Orçamento e possa votá-lo até o final do ano, prazo com o qual o presidente do Senado confirmou que é possível fazer”, declarou Miriam Belchior.
Outros detalhes sobre a proposta orçamentária, segundo Belchior, serão dados durante coletiva de imprensa no Ministério do Planejamento.
O Congresso Nacional ainda não aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, que deveria servir de base para a elaboração pelo Executivo da proposta orçamentária. Deputados e senadores entraram em recesso informal, chamado “recesso branco”, para poderem se dedicar à campanha eleitoral nos seus estados e só deverão retomar as atividades plenas nas casas após o segundo turno, marcado para 26 de outubro.
A Constituição determina que o recesso oficial do Legislativo só poderia ocorrer se os parlamentares aprovassem a LDO até o último dia de trabalho do semestre (neste ano, 17 de julho).

 

Governo amplia Fies para pós-graduação e anuncia R$ 5,4 bi

Medida Provisória com crédito extraordinário de R$ 5,4 bilhões foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Capes diz que ainda está em fase de catalogação das instituições que queiram ofertar as vagas por meio do Fies

Flávia Oliveiraflavia@opovo.com.br

Segundo o Ministério da Educação, 31,6 mil alunos matriculados em mais de 600 programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) podem ser beneficiados em 170 instituições privadas brasileiras.

Não farão parte do programa os cursos de pós-graduação lato sensu (especialização e MBA) nem ensino a distância. Os alunos que possuem bolsa do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) também não poderão solicitar o financiamento.

Funcionamento
O princípio é o mesmo do Fies da graduação. Após a matrícula, o aluno pede o financiamento de 50% ou 100% das mensalidades do curso. A renda familiar mensal bruta precisa ser de no máximo 20 salários mínimos (R$ 14.480). As demais informações, como data de início da oferta de vagas, ainda não foram divulgadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo o órgão, o Fies da pós-graduação está em fase de catalogação das Instituições de Nível Superior (IES) que querem ofertar as vagas.

“Era uma reivindicação antiga do setor educacional privado, que precisam de mais professores com mestrado e doutorado nos seus quadros”, aponta Airton Oliveira, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe).

“Além disso, o acesso aos programas de mestrado e doutorado das universidades privadas dão uma nova perspectiva em relação ao mercado de trabalho, pois não estão focados somente na área acadêmica, como as públicas”, complementa.

Segundo Marco Aurélio Patrício, coordenador dos cursos de pós-graduação da Faculdade 7 de Setembro (FA7), a competitividade do mercado de trabalho demanda a ampliação do Fies. “A ampliação do acesso ao Fies é imprescindível para o aluno que se depara com um nível de exigência cada vez maior do mercado, como é o caso dos profissionais das áreas de tecnologia e educação, que precisam de uma educação continuada”.

Ele cita que há empresas que incentivam a continuidade na formação de seus profissionais. “A Volkswagen, por exemplo, dá um prazo de quatro anos para que seus colaboradores façam uma pós. Essa é uma exigência cada vez mais comum em outras empresas”.

Segundo Alípio Leitão, economista e diretor geral da Mesométrica, a oferta de mestrado e doutorado no Ceará ainda é restrita. “Em Fortaleza, as instituições que podem oferecer os cursos de mestrado e doutorado são a Universidade de Fortaleza (Unifor) e os centros universitários da Unichristus e Estácio FIC”, indica Alípio Leitão, economista e diretor da consultoria Mesométrica Análise. “A diferença dos centros universitários para as faculdades é que eles possuem autonomia para criar novos cursos”, explica.